Delírios em Foco
5

A rainha Imperatriz

3 de fevereiro de 2017
1621 Vizualizações
0 Comentários
13 minutes read
A rainha Imperatriz

WIGDER FROTA

Hoje, vou contar através de imagens, a grandiosidade e eswigder-frotaplendor da Rainha de Ramos, menina bonita, suntuosa, emocionante….

Imperatriz Leopoldinense, dos sambas deslumbrantes, desfiles impecáveis; casa de Maria Helena, Chiquinho, Zé Catimba, Simone, Elymar; campeã com enredos inesquecíveis dos mestres Arlindo Rodrigues, Rosa Magalhães e Max Lopes.

Me apaixonei pela escola durante o desfile magnífico de 1983, com o enredo “O Rei da Costa do Marfim visita Xica da Silva em Diamantina”, de Arlindo Rodrigues; Arlindo que conheci e convivi, durante sua passagem gloriosa pela agremiação; Arlindo, que tinha paixão inquestionavel pela Escola….

Impossível falar da Imperatriz Leopoldinense sem lembrar de Chiquinho e Maria Helena, casal que marcou a história do carnaval carioca com sua dança majestosa, única e livre; difícil também esquecer das comissões de frente inovadoras, revolucionárias e brilhantes de Fábio de Mello, que ainda considero o mestre maior dessa arte.

E os carnavais inesquecíveis da mestra Rosa Magalhães?
Foram dezoito anos gloriosos que presentearam a escola com cinco campeonatos e vários enredos apoteóticos, incluindo três que, embora não tenham sido ganhadores, foram os meus favoritos da “era Rosa” na escola. São eles: “Marquês que é Marquês do Saçarico é Freguês”, “Imperatriz Leopoldinense Honrosamente Apresenta: Leopoldina, a Imperatriz Do Brasil” e o espetacular “Quase Ano 2000…”.

Só tive o privilégio de desfilar pela escola uma vez, em 1990, como integrante do carro alegórico do castelo, em “Terra Brasilis, O Que Se Plantou Deu” do querido Max Lopes, mas me emocionei inúmeras vezes ao vê-la passar imponente e exuberante pela Passarela do Samba com seus Gresilenses apaixonados.
Em anos recentes, com o querido carnavalesco Cahê Rodrigues, a escola tem aprensentado enredos magníficos… “Axé Nkenda” me levou às lágrimas, “Zico” foi uma surpresa sensacional e, para 2017, ela nos promete mais delírios com o contagiante “Salve o verde do Xingu”.

Imperatriz é única, é apaixonante, é viva, é carnaval, é Leopoldinense.

VIVA A RAINHA IMPERATRIZ!!!

________________________________________________________________________________

DECLARAÇÕES:

“Reluzente como a luz do dia, bela e formosa como as ondas do mar.
Perdoem-me, poetas de Ramos, mas a Imperatriz Leopoldinense não cabe inteira nesses versos, a Imperatriz é ainda maior! Eu, por exemplo, já não posso mais separar minha história pessoal da história da agremiação, pois frequento a quadra de ensaios desde criança. E, confesso, foi amor à primeira vista. Mais do que uma Escola de Samba, considero a Imperatriz uma extensão da minha própria casa. A Imperatriz é, sem dúvida, uma escola família. Minha relação de amor incondicional vem dessa relação de proximidade inseparável que o destino se encarregou de me presentear. Por isso declaro mais uma vez o meu amor eterno à Imperatriz Leopoldinense, nossa Majestade, Rainha de Ramos.”
(Simone Drumond – Primeiro destaque e filha de Luizinho Drumond, presidente da Escola)

“É uma honra poder conduzir o projeto artístico da Imperatriz. Estou indo para o meu quinto ano de desfiles na Rainha de Ramos e poder trabalhar em uma escola com a história da Imperatriz é uma honra. Imperatriz de Arlindo Rodrigues, de Max Lopes, de Rosa Magalhães, de Viriato. Sou grato a Luís Pacheco Drumond pela confiança, agradeço também o carinho de toda comunidade Gresilense que me recebeu de bracos abertos e diariamente cerca de carinho. Viva a Imperatriz! Viva Ramos!”
(Cahê Rodrigues – Carnavalesco da Escola)

“Bom falar da Imperatriz. Eu sou suspeito… essa escola que entrou no meu coração desde os 4 anos de idade, quando comecei a entender o que era carnaval. Imperatriz, que junto com o samba é o combustível da minha vida. Imperatriz, que me faz, cada vez mais, ficar emocionado com sua história, seus desfiles, seus ensaios. Imperatriz, minha vida ,meu pulsar. Imperatriz, que está enraizada em minha alma, pra sempre vou te amar, por sua bandeira sempre irei lutar.”
(Fábio Nunes – Torcedor)

“Se por trás de um grande homem sempre existe uma grande mulher, no mundo do samba não é diferente, por trás de um Handerson Big sempre haverá uma grande Imperatriz! Não haveria Handerson Big se não houvesse Imperatriz.”
(Handerson Lopes – Torcedor, coreógrafo, participante de várias comissões de frente da escola)

“De verde, branco, dourado, num samba rasgado, nascia o meu amor…
Estes versos de Alvinho, em um samba concorrente para o carnaval de 1992, resumem o porquê sou GRESILense.
O samba que rasgou a avenida e fez esse amor nascer foi cantado no carnaval 10 anos antes, 1981. Na verdade, ele começou a querer aparecer quando vi a escola comemorar seu primeiro título entre as grandes, fazendo o povo vibrar pelas ruas lá perto de casa. Mas foi aquele trenzinho soltando balões coloridos que ficou marcado como a primeira imagem de um desfile que trago na memória. Não teve jeito, naquele momento decidi ser feliz um dia, quer dizer, todo dia, pois todo dia é dia….. O coração já era verde-branco-ouro.
Foram vários anos acompanhando de longe a escola, ouvindo as disputas de samba pelas rádios e vendo seus desfiles pela televisão. Até que em 1996 assisti pela primeira vez seu desfile na avenida. E que desfile! Foi para ter orgulho de ser brasileiro e GRESILense.
Passei, também, a acompanhar a disputa de sambas na quadra, a melhor fase do carnaval para mim, e a de Ramos não tem comparação. Estar naquela quadra colorida é ter a certeza da companhia dos melhores amigos, é esquecer diferenças, preconceitos, é vivenciar a tolerância. Crianças, jovens, idosos, brancos, pretos, amarelos, vermelhos, altos, baixos, homens, mulheres, todos os gêneros, gente sem instrução, doutores, gente com dinheiro, sem dinheiro, magros, cheiinhos, Marias e Joãos…. tudo misturado na mais perfeita integração.
Mas faltava desfilar. Com a chegada do carnaval à internet, especialmente com a lista de discussão Rio-Carnaval, conheci virtualmente pessoas que também estavam todo sábado na quadra da Professor Lacê. Acabei convencido a deixar de lado a vontade de assistir e passar a ser mais um componente. Já são quase 20 anos desfilando e quando o desfile se aproxima, penso que será mais um dia de cantar, sorrir, brincar, chorar e, independente do resultado, vibrar com minha escola na avenida… afinal sou imperatriz até morrer. Morrer de amar!!!”
(Marcos Paulo Freitas – Torcedor)

“Encantadora e feliz, chega a Imperatriz fazendo o povo vibrar…
Minha primeira lembrança de infância é da Imperatriz. Era 1989, ano de Liberdade Liberdade. Eu com meus quatro anos já era levado junto à minha família para comemorar aquele inesquecível campeonato e desfile magistral na quadra. Eu não virei Imperatriz, ela me escolheu. A Imperatriz não é só escola de samba, mas também de arte. Inegável as aulas de historia, representadas em plena avenida… Junte-se a isso um repertorio inesgostável de sambas de sucesso que despertam diversos apaixonados como eu.”
(Bruno Lucena – Torcedor)

“Meu amor pela a Imperatriz surgiu no carnaval de 1995, tinha meus 10 anos na época, quando liguei a TV, e vi aquela comissão de frente com as sombrinhas, eu fiquei em êxtase com tanta beleza, ali estava surgindo um amor que carrego até hoje na minha vida. Um amor que não tem distância, um amor de um grande Pernambucano por uma rainha chamada Imperatriz Leopoldinense.”
(Carlos Júnior – Torcedor)

“O meu sonho de ser feliz… vem de lá sou Imperatriz!!!
Um dos mais lindos lamentos que eu já ouvi. Imortalizado na voz do grande Preto Joia, se não me engano, lá em 1991, com o enredo ‘O que é que a banana tem?’
Foi assim que me despertou interesse em saber mais e me apaixonar, não só pelo carnaval, mas também por ela, a Rainha de Ramos, Imperatriz Leopoldinense. Campeã de tantos Carnavais com diversos enredos lindos que não cabe aqui citar todos. E este ano, com mais um desses enredos que vão ficar marcados na história da escola, está gerando muita polêmicas. Mas não vamos, aqui, entrar nesse mérito.
Uma paixão que nasceu estudando sobre a história da escola e do carnaval descobrindo, lá no seu íntimo, vários mistérios e curiosidades. Foi assim que aprendi a gostar dessa escola e hoje posso dizer do fundo do meu coração: Sou Imperatriz de corpo e Alma.”
(Diego Moreira – Torcedor)

“Ih gente…o meu sonho de ser feliz, vem de lá sou Imperatriz!
Fui apresentada à escola em 1995, pelo meu amigo Sergio Farias, grande artesão da Imperatriz… foi amor à primeira vista!
Era impressionante ver aquele barracão na zona portuária, organizadíssimo como sempre foi, tendo Rosa Magalhães como carnavalesca numa profusão de vitórias e campeonatos.
Quando você se envolve e acompanha de perto o trabalho do barracão e da comunidade, impossível não amar…. não é se apaixonar e sim amar com todas as forças! Amor imenso, quando a bandeira da escola passa a ser sua bandeira.
Imperatriz Leopoldinense não impressionava somente nos desfiles do Sambódromo , mas em seus shows internacionais, como a Bienal de Lyon, em 1996, onde presenciei a força e o carisma de Wagner Araujo na harmonia, vindo em seguida Dinamarca, Toronto, Versailles em Paris.
Fui passista da escola, composição de alegoria, apoio técnico para destaques, sempre desfilando pela com muita emoção e amor.
Eu quero é mais viver feliz, sambando com a Imperatriz”
(Andiara Macedo – Torcedora)

Fechado para novos comentários.