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Alegorias e Adereços

14 de março de 2015
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ANDERSON BALTAR

O quesito Alegorias e Adereços  é dividido em dois subquesitos: concepção e realização, ambos com notas variando entre 4,5 e 5. Porém, pelo que se observa no julgamento, os jurados, na maioria do tempo, preocupam-se em penalizar as escolas por falhas em esculturas, acabamento e, principalmente, iluminação. Os julgadores, ao invés de se concentrarem também na concepção dos carros e na sua adequação à estética do desfile e ao discurso construído, preferem portar-se como verdadeiros fiscais de erros.

Chicô Gouveia demonstrou obsessão pela iluminação dos carros. Outorgando-se o direito de falar por milhares de pessoas, afirmou que o carro do Ouro do Salgueiro “confundiu a plateia”. O jurado Walber Ângelo de Freitas, por sua vez se preocupou mais em analisar os dois subquesitos, mas realizou a maior parte dos seus descontos na questão do acabamento dos carros alegóricos. Deixou de atribuir nota à Unidos da Tijuca, apesar de ter feito várias observações aos carros da escola – o que certamente não garantiria a nota máxima atribuída pelo regulamento. Seu descuido interferiu diretamente no resultado do carnaval. Se a Tijuca tivesse recebido 9,9, ficaria em sexto lugar.

No terceiro módulo, o jurado Madson Oliveira procurou inovar criando sua própria escala de descontos de décimos de acordo com os dois subquesitos e, desta forma, desobecedendo ao Manual do Julgador. Se o Manual pede que se retirem até cinco décimos de cada subquesito, o jurado estipulou o desconto de seis décimos para execução e de quatro para concepção. Já João Niemeyer trouxe justificativas concisas demais e um tanto vagas e preocupou-se apenas com as falhas apresentadas pelos carros, especialmente na iluminação.