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Comissão de Frente

14 de março de 2015
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RALPH GUICHARD

O julgamento de comissão de frente é dividido em duas partes: concepção e indumentária; apresentação e realização. Nota-se que, com raras exceções, os principais descontos foram justamente no primeiro subquesito. O quesito, aliás, foi um dos mais bem julgados neste Carnaval, com a maioria das notas e justificativas coerentes com a orientação dada no Manual do Julgador.

Um dos fatores que acabou ficando claro nos descontos e que merece a atenção dos coreógrafos para os próximos desfiles diz respeito aos tripés. As escolas que trouxeram o elemento de tamanho exagerado acabaram sofrendo penalizações. O fato chegou a entrar até mesmo nas observações finais do jurado Marcus Nery. Além disso, o impacto ou a falta dele em relação ao público foi mais valorizado do que nos anos anteriores, com as comissões mais simples, que não obtiveram o retorno esperado também por parte dos espectadores, penalizadas.

Vale ressaltar, ainda, a unanimidade de opiniões com relação à ousadia da Mocidade Independente de Padre Miguel, que trouxe uma coreografia totalmente atrelada ao casal de mestre-sala e porta-bandeira. Assim como já havia acontecido com a Beija-Flor de Nilópolis em 2014, a escola saiu sem nenhuma nota dez, com os jurados alertando para a falta de um fio condutor, à limitação de movimentos e, principalmente, à difícil compreensão.

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