Entrevista
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Déo Pessoa: Série A sem tripés

11 de julho de 2013
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Déo Pessoa: Série A sem tripés

Um carnaval mais enxuto, sem tripés. Esta é a proposta da Lierj para o desfile de 2014.Na festa de sorteio da ordem de desfile do Grupo Especial e da Série A, a Rádio Arquibancada bateu um papo com Déo Pessoa, presidente da entidade. Nesta entrevista, o dirigente também fala de sua expectativa para a solução definitiva dos problemas de barracão das escolas, através da construção da Cidade do Samba 2, prometida pelo prefeito Eduardo Paes.

Por Anderson Baltar

 

O que podemos esperar da Lierj para 2014?

De verdade, saímos do carnaval com alegria pelo resultado, tido pela imprensa como justo e que a gente avalia de grande importância para continuidade do projeto e do nosso trabalho. A tendência é manter este trabalho de reestruturar o Grupo de Acesso com a nova Série A e fazer com que as escolas tenham cada vez mais estrutura e capacidade de realizar um bom desfile.

 

A questão dos barracões está preocupando bastante as escolas, não?

Sem dúvida. O resultado positivo que tivemos na avenida com a transformação do carnaval do Grupo de Acesso, unificando os antigos grupos A e B e levando o desfile para a sexta-feira, foi algo fantástico. Mas estamos sofrendo há alguns anos e vem sendo nosso calcanhar de Aquiles. Mas acreditamos que a Prefeitura, que tem sido grande parceira do Carnaval, vá, em conjunto com as escolas, achar uma solução para isso. Porque hoje, com certeza, a falta de barracões é nosso principal problema.

 

Qual a situação do terreno da fábrica de sabão, na Avenida Brasil, onde seria instalada a Cidade do Samba 2?

A Prefeitura afirma que está fazendo todo esforço para conquistar o terreno, já que há toda uma situação de discussão com os proprietários, de diálogo, para que eles possam oficializar a proposta de construção da Cidade do Samba 2. O projeto está caminhando, em paralelo, com um grupo de arquitetos, mas a principal dificuldade é o terreno.

 

Alguma novidade para o regulamento de 2014?

Nós vamos manter o descenso de três escolas, a subida de uma para o Grupo Especial e o recebimento de uma agremiação da AESCRJ. O regulamento começará a ser discutido depois do sorteio, daqui a umas duas semanas. Posso adiantar que, na última plenária, em conjunto com os presidentes, conseguimos antecipar algumas mudanças. Para que nosso carnaval fique mais enxuto, vamos abolir os tripés e os elementos cenográficos das comissões de frente. Isso permitirá que as nossas escolas se estruturem melhor, até porque não temos uma Cidade do Samba, onde a gente consiga tirar todas as escolas ao mesmo tempo. Na nossa visão, hoje, não ter tripé, nos dá uma maior segurança. Quem sabe não voltemos a utilizar estes elementos em 2015.

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