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Evolução

14 de março de 2015
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RALPH GUICHARD

A jurada Sonia Gallo abusa das observações positivas no final da justificativa, elogiando alas de passistas e de crianças de algumas agremiações. Tal prática vai contra o princípio repetido exaustivamente nos cursos de julgadores, que pedem para focar os textos apenas nos problemas que geraram os descontos de pontos. Algumas justificativas também são superficiais, sem apontar as alas ou setores em que as “embolações” e “buracos” aconteceram, como bem fez sua colega, Paola Novaes, por exemplo. Algumas justificativas de Salete Lisboa também acabaram ficando vagas, como na Unidos de Vila Isabel, aonde a profissional ressalta apenas que “algumas alas desfilaram sem a empolgação necessária”, sem apontar que grupos foram esses.

No quesito, sobrou até mesmo para a rainha de bateria. Ao descrever a justificativa da Grande Rio, o julgador José Roberto Lages citou o “pouco espaço” deixado pela bateria e pela ala da frente “para a evolução da rainha de bateria e de seu acompanhante”, no caso, Susana Vieira e David Brazil. Além disso, no segundo dia de desfiles, Lages fez uma dura penalização, de certa forma exagerada, à escola São Clemente, justificando inúmeros acontecimentos observados, sendo muitos ilustrados pelo “pouco espaço” deixado às alas. O que chama mesmo a atenção, no entanto, é que todas as demais agremiações do dia passaram perfeitas, segundo ele, já que ganharam nota dez.

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