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Leia a sinopse da Mocidade

10 de julho de 2013
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Leia a sinopse da Mocidade

Manhã de carnaval de 1985.
A Mocidade Independente de Padre Miguel partiu para o espaço sideral
levando com seu samba, toda alegria, beleza e as cores do nosso carnaval.
Todo o universo enfim, festejava e se encantava com a alegria, a ousadia e a irreverência de seu criador.
E hoje, alguns “Ziriguiduns” depois, esta mesma alegria, beleza e cores estão de volta, como numa viagem no tempo e nas estrelas…
É o grande dia do Carnaval Universal!

 

“Quero ver no céu minha estrela brilhar…
Está em festa o espaço sideral,
Vibra o universo, é carnaval!”

 

– Alô, alô Planeta Terra!
Alô, alô Rio de Janeiro!
Alô, alô Mocidade Independente!
De bigu na estrela guia, estou voltando.
“Eita… saudade tá danada não me aguento, não”
Saudade da minha gente, das minhas cores.
Estou de volta à minha terra… aos meus devaneios…
“Parece que estou sonhando, com tanta felicidade…”
E quero viver intensamente cada momento dessa saudade.
Quero sair por aí, andar, correr, brincar…
Quero, mais uma vez, ser e sentir tudo aquilo que já vi e vivi um dia. E os que ainda não vi e nem vivi, deixar a emoção desse encontro me levar, me transportar e me transformar.

 

“Eu sou mameluco, sou de Casa Forte
Sou de Pernambuco, eu sou o Leão do Norte”

Quero ser o coração do folclore, e pulsar a cada batida dos tambores, não importando de onde eles venham, se das bandas ou das orquestras, dos salões ou dos teatros, das ruas ou do mangue, do baque solto ou do baque virado. E são essas batidas que fazem fervilhar as veias, as pernas, o corpo.

 

E com o corpo, quero pular, dançar, subir, descer e balançar… Ao som do baião, do frevo, do coco, do forró e do xaxado. Rodar a ciranda, de pés no chão, pés na areia.

 

“Mas foi na casa de lia
Numa ciranda praieira
Que eu vi minha estrela-guia
Nos olhos da cirandeira”

 

Nunca fui homem de um só personagem, já fui índio, onça e arara; já fui pirata, camaleão e ET. E hoje quero ser novamente livre, quero ser rei, vassalo, batuqueiro, calunga, mascarado. Quero ser cacique ou curumim. Quem sabe caipora ou babau, ou até pastora e brincante. Quero ser boneco, de vários tipos e vários tamanhos: pequeno, grande ou gigante. Do dia, da tarde, da noite ou de qualquer hora. Ou quem sabe um Mamulengo, contador de histórias, num cordel; e que saia por aí, de sombrinha nas mãos, atrás de um afoxé, com o povo num bloco, mas daqueles bem grandes, muito grandes… o maior do mundo!

 

“A manhã já vem surgindo,
O sol clareia a cidade com seus raios de cristal
E o Galo da madrugada, já está na rua, saudando o Carnaval.”

 

Quero ser as mãos de Vitalino, vida, forma e criação.
Vidas que nascem do barro, da madeira, da palha, da linha. Vidas que viram artes, artes que viram cores, cores que viram sonhos, sonhos que ganham as feiras e depois ganham o mundo. Quero riscar, tecer, rendar, trançar…
Quero pintar e bordar!!!!

 

Eu quero navegar…
Navegar nas águas da imaginação. Que essas águas me levem a caminhos e histórias do natural e sobrenatural, de mitos e lendas, de crenças e crendices. Vixe Maria, haja proteção!

 

Sou tudo isso e muito mais.
Sou o rio, sou o mar, o agreste e o sertão.
Sou o canto, sou a dança, sou o auto e o cordão. Sou o velho, sou o novo, o sagrado e o profano, a folia e o carnaval.
Sou mistério, sou a fé, sou Paixão e São João.
Acorda povo!…
Sou passado, sou futuro e do Norte sou Leão.

 

“Meu Deus, se eu pudesse
Fazer o que manda
O meu coração…
Voltava pra lá
Ou trazia pra cá
Todo o meu sertão”

 

E é hora de voltar, pelo tempo caminhar.
Mas eu quero mais samba, quero mais cores, mais alegria, mais Pernambuco!
Quero um pouco de tudo que vi e ouvi, senti e brinquei.
Vivi e vivo de sonhos, de transformar e criar. Vivo de emoções.
E todas essas emoções agora vão comigo, pois eu preciso dessa cor, dessa alegria, de uma gente e uma terra como essa.
O espaço precisa de uma Pernambuco, a minha Pernambuco.
Aliás, a minha “Pernambucópolis”

 

“Vejam
Quanta alegria vem aí…
…Minha cidade
Minha vida
Minha canção…”

 

E assim será!
Caboclinhos, boi-bumbá, frevos, afoxés, reisados e maracatus, mais uma vez farão a festa no espaço sideral.

 

Vibra o universo, é carnaval!
E lá vamos nós!
Borimbora!
Beijim, Beijim. Bye, Bye Brasil!

 

Fernando Pinto
Por Paulo Menezes
Numa noite de carnaval de 2014.
Colaboração: Departamento Cultural da Mocidade Independente.

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