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Leia a sinopse da Portela

13 de junho de 2013
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Leia a sinopse da Portela

Título do enredo: ”Um Rio de mar a mar: do Valongo à glória de São Sebastião”
Invocação

 

Sob o axé de Candeia e a proteção de São Sebastião, exaltaremos o povo que se fez transformador de seu destino, de sua cultura e de sua cidade.

Cantaremos os encontros da história entre os dois lados do mar, através do canal que os une, a avenida Rio Branco – aqui retratada como um rio onde navegam dores, sonhos, lutas, prazeres, fantasia e devoção.

Através de seu curso, numa viagem atemporal, idas e vindas de fatos se misturam nessas águas, caminho de mão dupla onde o carioca faz e refaz o seu destino.

De sua construção servil, com seus braços a construir o reverso da dor ao transformar o porto, outrora paldo da chegada da escravidão, em um ancoradouro de cheganças, de boas venturas e de esperança.

A grande Avenida que se abriu no início do século XX foi um marco de transformação da cidade e da identidade de seu povo e, no corredor do tempo, serviu de cenário de grandes acontecimentos sociais e políticos do nosso país. Acima de tudo, esse eixo histórico testemunhou no correr de sua águas a constante modernização de nossa metrópole.

Porém, é o corpo vivo desse povo diverso, o carioca, que homenageamos neste enredo. É ele quem constrói a sua glória diária e infinita. É ele quem, personificado em cada um de nós, desfilantes da Portela, se banha nessas águas de emoção.

Preparem-se, pois a maré vai subir e o mar da Guanabara vai invadir a passarela do samba, desfilando seu rio azul e branco.

Oh, Mártir São Sebastião! Guiai teus filhos! Livrai-os da tirania, da fraqueza e da falta de fé. Tornai-os para sempre ungidos de luz e alegria.

Rogério Rodrigues

 

Sinopse do Enredo
Hoje, a nossa alma canta

E esse canto ecoa forte e faz a Águia da Portela voar. Com versos de Jobim, Rio que se mostra sorrindo: prova de amor que encerra ”seu céu, seu mar sem fim”.

E como onda que avança na maré cheia, invade. Vai e vem no fluxo e refluxo da história incessante a se transformar. Um canal que se abre e transborda em um Rio, que nos carrega, que começa e termina no mar.

 

Rio de janeiro, de fevereiro e março, carnaval!

De Estácio de Sá e Aimberê, guerreiro uruçumirim. De luta e invasão a se tornar casa de branco ”carioca”, de umpovo que flechado de amor se rende e se reinventa à glória de São Sebastião.

Rio azul que passa em nossas vidas, a passar. Passado, presente e futuro.Onde o nosso coração se deixa levar. Rio de história que, de mar a mar, nos conta, como contas que nos unem num colar. Rio de fato que nos ata ao porto de suor e sangue, do banzo de Benim, Angola e Congo nos elos da corrente do Cais do Valongo. Da África que veio pro lado de cá.

Rio, rua e boulevard! Abre-se de cima a baixo e bota abaixo becos, vielas e cortiços, para do ”lixo” ao luxo se transformar. Rio que nasce e cresce audaz. Rio que se refaz e alcança a bela época. Rio jardim de França, Rio a beira mar: desfila glamour e elegância.

Rio que se ergue monumental, eclética escultura a esboçar a sua vocação, fina estampa de jornais e revistas. Rio em cena: ao abrir do pano a orquestra do dia a dia, ópera do cotidiano, capital da arte e da cultura.

Rio que ri, canta e sonha nas ondas do rádio. Divas, reis e rainhas, vozes que embalam a fantasia da festa tradicional. Rio vivo, via que fervilha.

Rio que abre-alas pra folia. Sorrio no Rio de alegria, por onde desfila o carnaval.

Rio que se espraia na praça e onde o povo se encontra, se abraça e, na tela, se projeta em sonhos e emoções. Rio de estrelas, de luz, câmera e ação. Rio em festa a brindar a vida, a esquecer da lida, na dança das ilusões.

Rio que marcha revolto, de águas passadas, das chibatas a lavar a alma de seus heróis.

Rio que é voz de um povo que quer livre e feliz. Rio de chumbo vai ”caminhando e cantando e seguindo a canção”, na luta e conquista, caras pintadas, 100 mil na pista. Bravo ”coração de estudante” a mudar um país.

Rio a correr e a recuperar o tempo perdido. Rio aguerrido a enfrentar o presente. Desafio de um povo, da gente do Rio, superação. Rio que se levanta a vai em frente, à frente do tempo, desfaz e faz. Rio vida que segue em seu vai e vem, Rio branco de paz.

Rio, correnteza afã, ida, vinda e volta, ponto de partida para a chegada do futuro. Rio Mar, na onda da arte de construir o amanhã. Rio porto aberto, de mar a mar para o que vier, para quem quiser chegar e amar.

Rio que abre o coração, cor de maravilha.

Rio de amor que se eterniza quando acolhe, aquece, abençoa e batiza as águas da Praça com as águas sagradas da Guanabara

Seu povo em procissão:

 

Rufam os tambores da Portela à Gloria de São Sebastião

 

Alexandre Louzada
Carnavalesco

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