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Marcelo Motta vence no Salgueiro

12 de outubro de 2015
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Marcelo Motta vence no Salgueiro

ANDERSON BALTAR

marcelomottaA noite de 11 de outubro de 2015 dificilmente será repetida na quadra dos Acadêmicos do Salgueiro. Casa lotada, tensão e expectativa em uma das finais de samba mais imprevisíveis da história do Carnaval. Após todas as rodadas da Copa dos Sambas – modelo inédito de disputa de samba-enredo criado pelo Salgueiro em que as parcerias se eliminavam em confrontos diretos, como na Copa do Mundo – chegaram à final as parcerias de Antônio Gonzaga e Marcelo Motta – esta, com o apoio esmagador da comunidade da escola. Após duas apresentações irrepreensíveis e quase uma hora de espera, a presidente da vermelho e branco, Regina Celi, anunciou a vitória do samba pedido pelos segmentos do Salgueiro.

O resultado foi anunciado por Regina por volta das 5h30. Em seu discurso, a presidente mostrou-se indignada com as ofensas recebidas em um áudio de Whatsapp que circulou na semana que antecedeu à final e disse que divulgará uma carta à comunidade na próxima terça-feira (13). “Estou com muita dor no coração. Ninguém pode caluniar uma mulher. Ninguém pode falar que a Regina não tem caráter, porque tenho muito”, afirmou. Após o anúncio do resultado, a quadra, que ainda recebia um ótimo público, explodiu em delírio, ao som da bateria de Mestre Marcão e do intérprete Leonardo Bessa.

Foto: Felipe Araújo

Ouça o samba do Salgueiro em exclusiva versão ao vivo:

 

Compositores: Marcelo Motta, Fred Camacho, Guinga, Getúlio Coelho, Francisco Aquino e Ricardo Neves

Laroiê, Mojubá, Axé!
Salve o povo de fé, me dê licença!
Eu sou da rua e a lua me chamou
Refletida em meu chapéu
O rei da noite eu sou
Num palco sob as estrelas
De linho branco vou me apresentar
Malandro descendo a ladeira… Ê, Zé!
Da ginga e do bicolor no pé
“Pra se viver do amor” pelas calçadas
Um mestre-sala das madrugadas^

Ê, FILHO DA SORTE EU SOU
VENTO SOPRA A MEU FAVOR
GIRA SORTE, GIRA MUNDO, MALANDRO DEIXA GIRAR
QUEM DÁ AS CARTAS SOU EU, PODE APOSTAR!

O samba vadio, meu povo a cantar
Dia a dia, bar em bar
Eis minha filosofia
Nos braços da boemia, me deixo levar…
Eu vou por becos e vielas
Eu sou o barão das favelas
Quem me protege não dorme
Meu santo é forte, é quem me guia
Na luta de cada manhã, um mensageiro da paz
De Larôs e Saravás!

É QUE EU SOU MALANDRO, BATUQUEIRO
CRIA LÁ DO MORRO DO SALGUEIRO
SE NÃO ACREDITA, BATE DE FRENTE PRA VER
O COURO VAI COMER!

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