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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

14 de março de 2015
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RALPH GUICHARD

O quesito causou bastante polêmica com relação às notas atribuídas aos premiados e talentosos casais do Salgueiro e da Unidos da Tijuca. Um dos pontos em comum que gerou grandes descontos em ambos foi a roupa das porta-bandeiras, cujas saias estavam altas demais. Para esclarecer o fato, vale citar parte do Manual do Julgador, onde diz que deve-se levar em conta: “a indumentária do casal, verificando sua adequação para a dança e a impressão causada pelas suas formas e acabamentos, beleza e bom gosto”. Ou seja, apesar de não ser uma regra tirar ponto pela saia alta, a questão vem servindo de justificativa nos últimos carnavais, se enquadrando na estética da roupa ou ao atrapalhar o desempenho da porta-bandeira. Embora seja polêmico, não é possível condenar o olhar dos jurados para essa questão, já que há embasamento e histórico para essa justificativa, ainda mais por ser, talvez, o quesito mais conservador existente. Para modificar, seria necessária quase uma revisão conceitual, com novas descrições e recomendações no Manual do Julgador.

Apesar do quesito ter tido coerência na maioria das notas e das justificativas, vale o alerta em alguns pontos específicos. Na oposição do conservadorismo supracitado, o julgador Luiz Carlos Correa descontou um décimo do Salgueiro por “movimentos sem inovação”, tornando a justificativa um pouco vaga. Ele também inicia os discursos com um fato não recomendado nos cursos de jurados, aonde lista elogios e pontos positivos para, posteriormente, lançar a famosa conjunção “mas” e, aí sim, citar os erros. Já a experiente Beatriz Badejo insistiu bastante no argumento “não empolgou”, como no caso da Portela e da Vila Isabel.

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