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Os 10 Mais de Luis Carlos Magalhães

12 de agosto de 2014
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Os 10 Mais de Luis Carlos Magalhães

Na estreia do programa Os 10 Mais, Luis Carlos Magalhães conversou com Anderson Baltar e Chico Frota sobre os dez sambas que ele considera mais representativos dentro da história da Portela. Conheça os 10 Mais de Luis Carlos Magalhães. E se ligue nas reprises do programa: nesta terça (12), às 19h; na quarta (13), às 10h e no sábado (16), às 17h. Ou clique aqui para ouvir.

E aguarde: em setembro tem mais! O programa volta com mais uma personalidade ligada a uma escola trazendo seus dez sambas preferidos.

 

OS 10 MAIS DE LUIS CARLOS MAGALHÃES

1939 – Teste ao Samba  (Paulo da Portela)

“É um samba fundamental. Não prima pela beleza porque naquela época nem existia o samba-enredo. Mas ele marca o melhor momento de nosso ídolo maior, Paulo da Portela. Ele fez tudo: escolheu a roupa, o enredo, o samba. Há muitas controvérsias, mas este samba  é tido por muitos como o primeiro samba-enredo, já que o desfile seguiu o que o samba dizia. Os desfilantes estavam vestidos de acadêmicos e Paulo, de professor, diplomando a comissão julgadora e a alegoria era um quadro-negro. Foi o segundo título da história da escola – o  primeiro com o nome Portela ”.

 

1956 –  Riquezas do Brasil (Candeia e Waldir 59)

“Um hino, uma samba lindíssimo, que me emociona – especialmente quando vejo o seu Waldir cantando. É um modelo e exemplo do que foi o samba-enredo em um determinado momento da história”.

 

1994 – Quando o samba era samba (Wilson Cruz, Cláudio Russo e Zé Luis)

“Esse samba me lembra uma época em que retornei a escola depois de muitos anos afastado. Não me canso me ouvir. Cláudio Russo, à época, era uma das revelações da Portela e hoje é um dos maiores compositores do Carnaval Carioca”.

 

1995 – Gosto que me enrosco (Noca, Colombo e Gelson)

“Aquele desfile era nosso, fizemos tudo certo, éramos a escola mais bonita. E não ganhamos. O samba é maravilhoso, que pega muito bem o clima do carnaval. Você sentia o cheiro de lança-perfume. Tudo ali era o carnaval de nossas lembranças, de nossas recordações, de nossa história, da marca de nosso país. Se eu voltasse no túnel do tempo e pudesse mudar alguma coisa na história eu diria: que a Portela derrotasse a Imperatriz, porque a Imperatriz não precisava tanto daquele título quanto a Portela”.

 

1984 – Contos de Areia (Dedé da Portela e Norival Reis)

“Eu compreendo que o portelense contabilize o título – até falo que temos 21 títulos para não ser espírito de porco. Mas eu considero que a Mangueira é a campeã. De toda forma, não deixo de achar uma injustiça a Portela não ter sido campeoníssima com esse enredo. Afinal, são os dois maiores portelenses da história (Paulo e Natal) e a portelense mais famosa (Clara Nunes)”.

 

1966 – Memórias de um sargento de milícias (Paulinho da Viola)

“O portelense gosta muito desse samba porque é o único samba-enredo composto pelo Paulinho da Viola. E é um samba que quase ninguém sabe cantar. Uma das poucas que sabe é a Surica, que foi uma das cantoras do desfile. É um samba lençol, dos maiores da história, que reproduz todo um livro. Paulinho conseguiu colocar melodia e fez muito sucesso, tanto que a Portela foi campeã”.

 

1980 – Hoje tem marmelada (David Corrêa e Jorge Macedo)

“Houve um período, entre 79 e 81, que a Portela fez três grandes carnavais com o Viriato. Gostei muito dos três, vibrei muito com o trabalho do Viriato, que é um personagem que não tem o mérito reconhecido como merece. Eu poderia ter escolhido qualquer um destes três sambas, mas fico com o de 80 por ter sido campeão”.

 

1970 – Lendas e Mistérios da Amazônia (Catoni, Jabolô e Waltenir)

“Os ensaios da Portela no Mourisco eram fantásticos. Eu acompanhei de perto a disputa de samba e torci por esse samba. A Portela foi muito vigorosa no carnaval, com muita força, respeitadíssima. Esse samba é um momento mágico dos tempos em que a Portela era Portela e que voltará a ser em breve”.

 

2012 – E o povo na rua cantando… É feito uma reza, um ritual (Wanderley Monteiro, Luiz Carlos Máximo, Toninho Nascimento e Naldo)

“Esse samba marcou uma nova forma de se compor. E nunca se viu na história da internet um samba se alastrar como uma faísca pela rede. Na primeira audição, todo mundo estava apaixonado. Foi um verdadeiro rastilho de pólvora. Ele se sustentou, venceu e trouxe a Portela ao protagonismo do samba-enredo.  E, de uma certa forma, foi a semente de algo que se transformou na escola, já que muitas pessoas que se mobilizaram por esse samba, no ano seguinte participaram de forma decisiva na eleição do presidente Serginho Procópio”.

 

1991 – Tributo à vaidade (Carlinhos Madureira, Café da Portela e Iran Silva)

“Por que escolhi esse samba? Porque somos assim”.

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