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Portela amplia contingente de deficientes no desfile

20 de janeiro de 2014
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Portela amplia contingente de deficientes no desfile

Cadeirantes e deficientes intelectuais que, nos últimos anos, cruzaram a Marquês de Sapucaí numa ala da Portela destinada exclusivamente a eles terão novo tratamento no Carnaval 2014. Após reuniões com parentes e com os próprios deficientes, a diretoria da escola decidiu que eles serão distribuídos por vários setores do desfile.

A juíza federal Claudia Valeria Mello, mãe de Gabriel, 9 anos, que há dois anos desfila pela Filhos da Águia, escola mirim da azul e branco, acompanhará o filho, que teve paralisia cerebral e que estreará na escola-mãe. Ela aprovou a novidade implantada pela diretoria da azul e branco:

– Na minha opinião, é a melhor forma de inclusão. Para mim, reunir todos numa ala é segregação. É muito importante que os deficientes façam parte do desfile como qualquer cidadão – afirma Claudia, que acompanhará Gabriel integrando a ala “Fina estampa”, que representará, no desfile, os passeios pela Avenida Rio Branco no século passado.

Fernanda Honorato, de 33 anos, a primeira repórter Down do mundo, desfila na Portela desde 2007. Ela, que fazia parte da extinta ala “Nós podemos”, passará pela Avenida fantasiada de vedete, na ala “De pernas pro ar”. A repórter do Programa Especial, da TV Brasil, também comemorou a iniciativa da escola.

– Vai ser bom, porque pode diminuir o preconceito. E é melhor poder interagir com pessoas sem deficiência no desfile. O que a gente quer é ter espaço dentro do Carnaval.

Claudia e Fernanda estiveram no barracão da escola, na Cidade do Samba, para definir os detalhes de suas participações no desfile. Foram recebidas pelo vice-presidente Marcos Falcon e pelo carnavalesco Alexandre Louzada.

A Portela será a quinta escola a desfilar na Segunda-Feira de Carnaval, com o enredo “Um Rio de mar a mar: do Valongo à Glória de São Sebastião”.

 

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