Delírios em Foco
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Portela, eu nunca vi coisa mais bela

6 de janeiro de 2017
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Portela, eu nunca vi coisa mais bela

WIGDER FROTA

wigder-frotaNo blog de hoje faço uma homenagem à Portela, seus personagens e seus sambistas apaixonados.
A galeria de fotos, que é um pequeno passeio em sua história recente, vem acompanhada de declarações emocionantes de seus torcedores.

Falar da Majestade do Samba, para mim, é assunto delicado, pois ela mexe comigo de maneira única e, como tenho “mania de amor”, peço permissão à Portela para me “embalar na poesia do amor e sedução, e extravasar de alegria o meu coração”.

Portela da Águia Surreal, da Tabajara do Samba, da Velha Guarda, das pastoras e pastores, do Cisne da Passarela, de Paulinho da Viola, Clara Nunes, João Nogueira, Monarco, Tia Dodô, Waldir 59, Tia Surica, Áurea, Neide Santana, e tantos outros.

Portela que, nos “olhos da noite”, encanta o “meu Brasil Brasileiro” com seu cantar “incrível, fantástico, extraordinário”. E como “recordar é viver”, confesso que “gosto que me enrosco” todas as vezes que penso nas “zoeiras” da Grande Dama de Oswaldo Cruz e Madureira.

Tive a sorte de assistir seu desfile ao vivo, pela primeira vez, em 1982, cantando “Amar eu sei/ Isso é muito mais que amor/ Eu sou amante/ E sou menino sonhador das escolas de samba”… me apaixonei de vez.

Presenciei tantos de seus carnavais inesquecíveis e participei em sete de seus desfiles; dentre eles destaco “Gosto que me enrosco” e “Tributo à vaidade”. Aliás, esse samba consegue expressar, com clareza, tudo o que a Portela representa ao entrar na avenida: “Olha eu aí, cheguei agora/ Cheguei pra levantar o seu astral/ Posso perder, posso ganhar, isso é normal/ Vinte e uma vezes campeã do Carnaval”.

Ainda hoje, ela continua a me emocionar. Em seu Carnaval de 2016 me levou aos prantos, ao ponto de eu ter que parar de fotografar o cortejo para abraçar os amigos portelenses e Paulo Barros, que pela avenida sambavam, no final de seu desfile glorioso.

Ah, Portela, quando vejo você passar, fica difícil me controlar.

SALVE A MAJESTADE DO SAMBA!!!

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DECLARAÇÕES

“Sou conto de areia que se espraia na avenida. Sou Portela porque sem ela o azul e o branco não fazem sentido. E a história é mais uma ficção… sem magia.”
(Rogério Rodrigues – diretor do Departamento Cultural da Portela)

“Ser Portela é enxergar o mundo em azul e branco, é fazer de uma águia sua santidade e conviver todos os dias com a própria essência do samba, é amor de pai pra filho, é uma força maior sem explicação; ser Portela é amar sem definição.”
Samir Trindade (compositor da Portela – Campeão de 2016 e 2017)

“Quando criança, alguns sambas se tornaram frequentes nos momentos de minha diversão. “Ô skindô lala, Ô skindô lelê, olha só quem vem lá, é o saci-pererê” soava como uma cantiga de roda para as brincadeiras nos quintais. “Pinzindim, Pinzindim, Pinzindim, era assim que a vovó Pixinguinha chamava”, cantada por minha mãe, parecia cantiga de ninar.
Mais madura, compreendi melhor o que significava um samba cantado em alta voz, nas festas de minha casa. Um canto que vinha da alma e do coração, “Negro é terra, negro é vida, na mutação do tempo… negro é SENSACIONAL, é toda a festa de um povo. é dono do carnaval”, revela a história de luta de um povo.
Um mar abundante em alegria, emoção, que me divertiu, me diverte, me politizou, me ensinou história. Descobri que este mar é muito mais do que um rio que passou em minha vida, e que tem nome, Portela!”
(Teresa Mendonça – torcedora)

“Portela… gosto que me enrosco neste Rio de mar e amores. Abram alas e deixem a Portela passar com o azul de Madureira, que invade minha alma há mais de 35 anos. Você sempre será a Campeã do meu enredo da vida.
Amor, paixão e orgulho… muito prazer, meu sobrenome é Portela.”
(Márcio Badia – torcedor)

“Nasci Portela, respirando Portela. Em minhas memórias de infância, lembro das fantasias feitas e entregues em minha casa para a ala do meu tio, Ala do China, que hoje está na Velha Guarda. Lembro dos primos e primas desfilando, da decoração em casa com os canecos de chopp com a “cara” dos ícones da Portela, Natal, Clara, etc.
Sempre fui Portela. Quando criança, pegava as fantasias para vestir em casa, ajudava a confeccionar as fantasias e, aos domingos, ia para a quadra para ver o ensaio das crianças.
Ah Portela, tantas memórias emocionantes fazem parte da minha história… és minha alegria, motivação, meu verdadeiro amor, minha paixão, desde sempre e para todo o sempre. Portela, és a razão da minha vida”
(Ricardo Costa – Torcedor)

“Meu coração é azul e branco, que bate descompassadamente quando vejo a Portela entrando na avenida!!!
Emoção, deslumbre, paixão é o que sinto por ti, Oh minha escola querida!!!
(Monica Agum – Torcedora)

“Nunca virei Portelense… sem poder controlar o destino, eu já tinha um encanto, uma queda de joelhos por essa escola e por tudo que ela representa.
A Portela é a escola de samba da minha família, a família Louzada, onde meu tio Alexandre Louzada deixou sua marca. Mas, como justificar o tremor em minhas pernas e as lágrimas no rosto quando a Portela passa na avenida?
Só posso justificar a escolha de defender essas cores através de vibrações anteriores a mim. O reino azul e branco que me inundou é tão puro e imenso que, afirmo, está acima de mim.
O primeiro desfile da Portela que assisti ao vivo foi em 1995. Tudo o que eu ouvia e sentia anteriormente fez finalmente sentido. Vi, naquela avenida, ao som de “Gosto que me enrosco”, todos os carnavais anteriores ao meu tempo. Foi mágico.
Portela, eu nunca ví coisa mais bela.”
(Rafaela Louzada – Torcedora)

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