Arame de Ricardo
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Sinopse do Arame de Ricardo

6 de maio de 2015
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Sinopse do Arame de Ricardo

bandeira-arame-de-ricardoO Arame de Ricardo, tradicional escola de Ricardo de Albuquerque que concorre a uma vaga para desfilar na Marquês de Sapucaí em 2017, entregou na noite de terça (05), no Restaurante Excallibur, a sinopse oficial para os seus compositores. Com presenças importantes no evento como a dos novos contratados para a próxima temporada (o intérprete Gilsinho Bakaninha e o coreógrafo da agremiação George Louzada), a escola destacou a importância de conseguir agregar um samba divertido e ao mesmo tempo com o conteúdo histórico do tema.

“Procuramos traçar uma linha de raciocínio do ‘caminhar’ de nosso fio condutor. Deixamos bem claro para os criadores que esse é um tema acima de tudo muito fiel aos costumes dos anos 50. Eles podem ter sim as suas liberdades, mas tem de estar dentro do conteúdo”, ressalta Ney Junior, carnavalesco da agremiação.

“Foi uma festa linda e de muito bom gosto. Mais uma vez o Arame emplacou mais um gol em sua história. A nossa diretoria está muito feliz” , elogia o vice presidente da agremiação, Julio Bombinha.


SINOPSE G.R.E.S. ARAME DE RICARDO 2016

JUSTIFICATIVA

O enredo “No sassarico das vedetes, do brotinho e da madame; sassaricando no meu Rio, levo a vida no Arame”, narra um dia na vida de um “Velho” protagonista do Teatro de Revista, nos áureos anos 50, que caminha pelas ruas da cidade do Rio de Janeiro até chegar ao seu palco, onde todas as noites ele revive algumas cenas do cotidiano e também da cultura dessa cidade, nos tão falados Anos Dourados. Essa caminhada é embalada pelos versos da famosa marchinha “Sassaricando” e ele está acompanhado por Vedetes, um dos grandes símbolos dessa época.
A ideia é mostrar como se “Sassaricava” nesse período. Teremos um pouco do comportamento e moda; cultura, com alguns filmes bem animados; algumas das famosas marchinhas de carnaval, através de personagens muito vistos pelas ruas da cidade e finalizamos com o glamour do Teatro de Revista, que, como bem diz o nome, passavam em revista os fatos mais importantes do ano, sempre com uma abordagem crítica e satírica da vida social e dos costumes. O comprometimento desse enredo é mostrar um quadro de referências histórico-culturais de uma década que deixou uma marca muito forte na história do nosso país, mas tudo isso com muita alegria e sassaricos!

Ney Junior (Carnavalesco) e Cláudio Rocha (Pesquisador)
Comissão de carnaval: Humberto Bottoni, Ney Junior, Fábio Seganttini, Bruno Rocha, Thiago Gomes, Wellington José, Claudio Rocha e Rafael Coelho.

SINOPSE
“O Velho, na porta da Confeitaria…”
Ah, como é bom ‘sassaricar’.
Já dizia a velha marchinha, que este ‘sassarico’ iria dar o que falar.
Chego bem cedo ao meu encontro, tomo o meu chá e saio lembrando. Meu dia se faz desta maneira, contando histórias, que segue a noite inteira, com gargalhadas e inúmeras brincadeiras. Deparo-me em um cenário de risos e festejos. Estamos no carnaval e um pouco de boemia não faz mal.

“Vamos, venha conosco. Mostraremos os ‘sassaricos’ do Rio…”
Mas esse ‘sassarico’ precisa antes de um roteiro. Surgem-me bem à fronte, moças bonitas banhadas de cheiro. Elegantes meninas, com olhos sedutores e uma pitada de malícia, típica do Rio de Janeiro, lugar onde é festa o ano inteiro. Estou nos áureos anos dourados, da inesquecível década de 50. Do lirismo ao esculacho, em algumas delas eu me acho.

“Quem não tem seu sassarico, sassarica mesmo só…”
Nada disso! Agora não estou mais só. Convidado por estas belezas, sou arrastado em um banho de cultura e riqueza, por ruas que a muito caminhei e agora conto para vocês. Vedetes, grande símbolo dessa bela época, me conduzem e seduzem o meu pensar. E na primeira esquina, os ‘sassaricos’ já começam a brotar.

“Sassaricando, a viúva, o brotinho e as madames…”
A dor da viúva que aos montes se soltam em meio a agitação social, me faz sorrir, combatendo o mal. Se o marido morreu, não sei que bicho que deu!
Os brotinhos com suas formas jovens e tipicamente falastronas, paquerando os meninos, matando os pais de vergonha.
As madames, maduras e discretas, ‘sassaricando’ com a idade de uma boneca.
Lá vem elas… Mais vedetes a me seduzir. Ditavam a moda nas vielas nesse nosso Rio a sorrir. Sensuais, com plumas, jóias e seus objetos sem iguais. Chapéus, decotes e brilhos pontuais. Conduziram-me pelas calçadas, exalando singeleza e uma exuberante beleza, dignas das mais altas classes, de grandes realezas.

“Bem vindo nobre senhor. Quais filmes queres ver para Sassaricar?…”
Meus passos cheios de ‘sassaricos’, tomaram-me de emoção.
Passo por belas construções, onde a arte com um requinte a mais, mostram-me sugestivos “Cartazes Nacionais”. Dirijo-me a uma porta de entrada, quando me recebe com gargalhada, o “lanterninha” de plantão. Com sua gentileza atraente, me sorri mostrando os dentes, com seu ponto de luz na mão. E com bastante delicadeza, o rapaz de muita destreza, me sugere alguma diversão. São os filmes mais legais, todos bem musicais, relembrando grandes carnavais.

“Porque sem sassaricar, essa vida é um nó.”
Mas que alegria, um novo tempo que surgia, na telona de grande expressão. Mas, como o tempo está curto, as vedetes me esperam, para um ‘sassaricar’ muito astuto. De longe vou escutando, tambores e trompetes se agitando, aonde o carnaval se apresenta.
Sou convidado a conhecer algumas marchinhas. Crônicas urbanas de um Rio de Janeiro, que era então a Capital Federal e o verdadeiro coração cultural.
Continuando meu caminhar, a Lapa, venho a avistar. Ao chegar, recebo uma “serpentina” na mão. E ouço o malandro cantando: “A Lapa está voltando”, grande refrão! Local onde tanto “Malandro viveu, onde tanto valente morreu”. Ao adentrar mais uma esquina, avisto a cena de uma menina. Bonita, simpática, mas ainda na luta, com as vestes de uma “Nega Maluca”. “Toma que o filho é seu…” cantarolava a bela negra. “Não senhor! O filho não é meu…” retrucava o jovem jogador de sinuca. Via entre memórias aquela cena sem igual, onde a vida desse casal, não passaria de uma engraçada marchinha de carnaval.
Olhando mais ainda para o alto, vejo ‘Maria’ sonhando com a vida no asfalto. Lá vai ela, com a “Lata d’água” na cabeça, subindo o morro sem se cansar. Se com uma mão lava suas roupas, com a outra a criança a levar, mas sempre a cantarolar… ‘lá vai Maria, lá vai Maria’. A vida é mesmo assim!
Esse também era o tempo, que o “Couro de gato” virava tamborim. E que o “choro do bebê” era bem ruim. Para esquecer os problemas, a solução, era também um dilema. “Você pensa que cachaça é água? Cachaça não é água não”.

“Todo mundo leva a vida no Arame…”
Estou convicto de que poucas manifestações refletem com tanta exatidão, a criatividade dessa nação. Para minha tristeza, chego ao meu último recanto, o final de um breve conto, com cenas do cotidiano. Artistas, beleza e glamour, em excelência em um só lugar. É no Teatro de Revista que acabo de chegar!
Ansioso e feliz de fato, vou me chegando mais perto do teatro, quando me vem o bilheteiro com a entrada na mão. Adentro mais uns passos, onde as coristas belas de fato, me botam ciente de toda a programação. No horário mais que marcado, entra em cena o mais simpático anfitrião. É um ser extravagante, um pisar mais que desconcertante, o querido e alegre Bufão, na pele de um famoso canastrão.

A comédia se inicia, contando e cantando o dia a dia dessa região. O teatro é um espelho da vida, memória sob medida, desse “velho” cidadão. Que “sassaricando” leva a vida, o grande palco hoje é essa Avenida, que o Arame de Ricardo celebra em comunhão!

Primeiro Ato – O Sassarico da Moda e Comportamento
Segundo Ato – O Sassarico no Cinema
Terceiro Ato – O Sassarico no Carnaval
Quarto Ato – O Sassarico no Teatro de Revista

Bons Sassaricos!

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