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Tijuca é o destaque do domingo

8 de fevereiro de 2016
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Tijuca é o destaque do domingo

ANY COMETTI E FRED SOARES

Após a primeira noite de desfiles do Grupo Especial, a Unidos da Tijuca saiu da avenida cacifada para a disputa do título. Em um desfile tecnicamente perfeito, a escola do morro do Borel apresentou-se com muita animação e defendeu bem o belo samba. A Beija-Flor fez um desfile apenas correto. Enquanto a Estácio teve garra, a União da Ilha surpreendeu pela leveza. Grande Rio e Mocidade apresentaram enredos confusos e trouxeram desfiles marcados por falhas nas alegorias.

ESTÁCIO DE SÁ
Estácio de Sá - Marco Antonio Cavalcanti (Riotur)A Estácio de Sá abriu a primeira noite do Grupo Especial com uma saudação a São Jorge que foi muito bem ecoada pelo público, que reagiu com aplausos às apresentações da comissão de frente, do primeiro casal e, sobretudo, da bateria.
O canto foi desigual, destacando-se nos refrãos e nos momentos de bossas da bateria. As alegrorias tiveram um bom desempenho na avenida, mesmo apresentando algumas falhas de iluminação. Por outro lado, as fantasias apresentaram falhas de acabamento e, em muitos casos, desmancharam-se no meio da avenida.

 

 

UNIÃO DA ILHA
União da Ilha - Marco Antonio Cavalcanti (Riotur)O carnaval olímpico da União da Ilha do Governador não subirá ao pódio. A soma de um argumento de enredo que não mostrou resultados a um samba que em nenhum momento conseguia injetar ânimo nos componentes deixou a Tricolor distante do Desfile das Campeãs.
Da vista dos Deuses Gregos ao Rio de Janeiro à reprodução dos esportes olímpicos, passando pela vocação esportiva da cidade, a história contada pela Ilha não encontrou respaldo em boas soluções de alegorias. Por outro lado, as fantasias eram criativas e lembravam os áureos tempos da escola. A comissão de frente e a bateria se destacaram.

 

 

BEIJA-FLOR
Beija-Flor - Marcon Antonio Cavalcanti (Riotur)Sob reflexos dourados cegantes, a Beija-Flor de Nilópolis, atual campeã do Carnaval, adentrou a Marquês de Sapucaí – para falar justamente dele, o Marquês – com a já tradicional grandiosidade em seus carros alegóricos e comissão de frente.
Os dois primeiros carros, para valorizar ainda mais a cor de ouro, apresentavam canhões de luz virados para as alas de trás, igualmente douradas. O tom foi dissolvido aos poucos, com carros e fantasias que abusavam das cores e do brilho, até o último carro, completamente azul e branco, representando a própria escola.
Recebida com muita festa pelo público, a Beija-Flor não sustentou tal empolgação durante todo o desfile, tendo uma baixa da reação do público em meados de seu desfile. Na bateria, a novidade foram as duas primeiras fileiras, inteiramente compostas por violinistas. O efeito do instrumento foi muito mais sentido pelo sistema de áudio do sambódromo do que pelos instrumentos inseridos na bateria, na qual se sobrepunham aos instrumentos de corda os sons clássicos da escola.
Com alas muito densas, um desfile de andamento constante, sem grandes erros, e componentes sempre cantando o samba, a Beija-Flor de Nilópolis fechou os portões da rua que tem o nome de seu homenageado aos 80 minutos de desfile.

GRANDE RIO
Grande Rio - Tata Barreto (Riotur)A homenagem a Santos realmente foi apenas um pretexto para se homenagear Pelé e Neymar. Isso ficou evidente na apresentação da Grande Rio na noite passada.
A escola começou a sua apresentação de forma imponente, nos setores em que tratava da formação da cidade e da sua economia que gira em torno do Porto de Santos. Até aí a escola apresentava um padrão de fantasias e alegorias até bem interessante. Só que, depois daí, o futebol começou a ser o pano de fundo e, neste momento o nível de fantasias e alegorias caíram bastante.
Destaque para o bom trabalho da bateria de Thiago Diogo, que pegou um samba que qualidade discutível, mas que foi até relativamente incrementado graças aos ritmistas.

 

MOCIDADE
Mocidade - Marco Antonio Cavalcanti (Riotur)O desfile da Mocidade enfrentou desde o início problemas com o gigantismo de suas alegorias. Embora a torre de televisão, antes fixa no setor 11 da Sapucaí, tenha sido removida e substituída por uma estrutura montada, todo o entorno da Sapucaí e a ligação do sambódromo com a cidade do samba ainda não estão preparados para a expansão plástica do Carnaval – e esse foi um dos principais entraves a ser enfrentado pela Mocidade. Além da chegada, a saída dos carros da avenida também foi conturbada.
Embora com uma comissão de frente muito aplaudida – na qual dançarinos de flamenco, junto com Dom Quixote, prendiam criaturas de colarinho branco enquanto um moinho de vento se transformava em uma torre de petróleo – e com grande eco de seu samba entre os componentes de carros, a escola deixou a desejar em suas alegorias mal acabadas. O último carro, que trazia a escultura do apresentador Jorge Perlingeiro, desfilou em condições lastimáveis.
Outro ponto que se fez negativo foi o fato de o enredo – que mistura Miguel de Cervantes e seu Dom Quixote a um suposto justiceiro brasileiro, apontando ainda outros heróis e revoltas democráticas nacionais – ser extremamente complicado, de difícil compreensão e, além disso, sem apresentar continuidade na avenida.

Unidos da Tijuca - Tata Barreto (Riotur)UNIDOS DA TIJUCA
O desfile mais equilibrado e técnico da noite foi da Unidos da Tijuca. O enredo em homenagem a Sorriso teve muitas semelhanças com a da Vila Isabel-2013. Mas nada que desabonasse o bom trabalho feito pela comissão de carnaval.
Fantasias e alegorias podem não ter apresentado uma alta carga de criatividade, mas serviu pra que a escola passasse com clareza o seu tema.
Um grande destaque, mais uma vez,foi a bateria da escola. Mestre Casagrande levantou ainda mais o bom samba de Dudu Nobre e Zé Paulo Sierra

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