Delírios em Foco
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Tijuca, não é segredo eu amar você

10 de fevereiro de 2017
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Tijuca, não é segredo eu amar você

WIGDER FROTA

wigder-frotaHomenagear a Unidos da Tijuca me deixa emocionado e me leva de volta a momentos especiais que vivi com ela, antes dela ganhar fama na mídia, e conquistar simpatia geral dos sambistas.

Era muito bom e divertido desfilar na Tijuca… fiz parte das comissões de frente nos deliciosos “Cama, mesa e banho de gato” e “Três faces da moeda”, dancei em alegoria no “Templo do absurdo – Bar Brasil”, delirei como componente de ala em “Terra dos papagaios…”, “Lingua Portuguesa” e “Agudás”.

O seu destino mudou no carnaval de 2004, quando a escola apresentou o enredo “O sonho da criação e a criação do sonho. A arte da ciência no tempo do impossível”, anunciando a estréia de um gênio no Grupo Especial. Que desfile!!!

É impossível falar da Unidos da Tijuca sem lembrar de Paulo Barros, que por ela criou oito enredos inesquecíveis, incluíndo três campeonatos…. “É segredo”, “Ouvindo tudo o que vejo..”, “Entrou por um lado, saiu pelo outro”, “DNA”, “…levarei sua alma”, “Luiz do Sertão”, “Deus Thor”, “Acelera, Tijuca”, todos carnavais gravados na história do carnaval carioca.

Nos seus últimos dois anos, com uma Comissão de Carnaval magnífica, nos apresentou desfiles memoráveis. Para 2017, a escola do “Portuga” mais inteligente que conheço, é esperada com respeito e fervor pelos sambistas que acompanham seus desfiles, prometendo “americanizar” a Sapucaí com o seu enredo “Música na alma, inspiração de uma nação”.

Como fotógrafo do carnaval é sempre delirante registrar imagens de seus desfiles inovadores, principalmente a alegria, paixão e força de sua comunidade que, sem dúvidas, tem um dos melhores “chãos” dentre as escolas de samba do Rio de Janeiro.

VIVA A UNIDOS DA TIJUCA!!!

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DECLARAÇÕES

“Não tenho como descrever minha sensação pela Unidos da Tijuca.
Nasci na Tijuca, praticamente, desfilando nela desde os oito anos de idade…. é a minha segunda casa.
Não sei fazer outra coisa no carnaval a não ser desfilar pela minha escola amada.”
(Carla Horta – Primeiro destaque da escola – Filha de Fernando Horta, Presidente da Escola)

“Meu primeiro desfile por essa querida agremiação foi em 1997 (Enredo: “Viagem Pitoresca Pelos Cinco Continentes Num Jardim”), um convite inusitado me levou à minha primeira passagem pela Av. Marques de Sapucaí, justamente na Unidos da Tijuca. Vivi momentos inesquecíveis, como em 1999 (“O Dono da Terra”) e 2010 (“É Segredo”), dois carnavais arrebatadores. De lá pra cá, foram vários desfiles e um só sentimento, AMOR! Porque meu coração é e sempre será amarelo ouro e azul pavão. TIJUCA, NÃO É SEGREDO EU AMAR VOCÊ.”
(Cláudio Rocha – Torcedor, ex diretor de ala na escola)

“Desde que fui apresentada à minha querida escola Unidos da Tijuca foi paixão à primeira vista. As cores da agremiação me fascinam e reluzem em meu olhos. Me jogo nos braços dela na avenida, de corpo e alma. Simplesmente as pernas ficam bambas quando entro na avenida e sinto toda energia dos componentes. Sou eternamente apaixonada por ela. Meu coração é tingido de amarelo ouro e azul pavão.”
(Mônica Oliveira – Torcedora, Diretora de comunicação e mídia da Torcida Organizada Família Tijucana)

“Amar o carnaval e amar a Unidos da Tijuca foi um acontecimento maravilhoso para mim! Me lembro do 1° desfile que vi, em 2007, aleatoriamente decidi que aquela seria minha escola, na minha total inocência e carregado de sono, dado a hora, eu já tinha a campeã!
A partir deste ano os meus carnavais não seriam mais os mesmos.
A Tijuca foi o fio condutor para despertar em mim um amor a esse fenômeno fantástico que são as Escolas de Samba. O amor à Tijuca me fez conhecer pessoas maravilhosas e me fez lutar para afirmar a cultura do carnaval através das redes sociais, com a Fã Page “O Sambista”, e espelhar essa arte à todos.
Eu sempre estarei esperando a Tijuca, como um humilde folião,
Eu sempre hei de lembrar desse amarelo ouro e azul pavão que nunca acaba nas cinzas da quarta feira!
E como não é segredo para ninguém e com o sorriso no rosto, em 2017 ela vai invadir a minha alma e lá eu estarei como mais um brother!”
(Matheus Silva – Torcedor)

“Estou na Tijuca há um pouco mais de uma década e comecei mesmo como harmonia mirim na Tijuquinha do Borel. Nada se compara com a primeira vez que eu estava fantasiado… virei o joelho da avenida, com os fogos, a arquibancada vibrando com o samba (“Ouvindo o que vejo, vendo o que ouço”) e a nossa alegria de fazer Carnaval. Dali meu coração se tatuou de azul e amarelo e foi ali onde eu cresci, aprendi, caí, levantei, me entreguei. A Tijuca faz parte da minha história! É muito amor, muita gratidão envolvida!
Obrigado por todos os ensinamentos e alegrias, Tijuca! E nunca foi segredo eu amar você!”
(Júlio Neves – Torcedor)

“Paz, amor e esperança…” eram os versos que ecoavam para mim, ainda menino. Olhos vidrados, coração “acelerado”, nascia ali no carnaval, que festejava os 500 anos de brasilidade, um amor em amarelo ouro e azul pavão. Difícil entender esse amor precoce e repentino em mim, menino do cerrado, goiano, lá “onde a viola dá o tom”. Sentimento que me fez viajar ao Rio, ” Berço de tantas paixões, de tantas canções”. Ano após ano “A Tijuca multicor” me proporciona uma “coleção” de emoções e reafirma o que não “é segredo” para ninguém: que “Metade do meu coração é Tijuca e a outra metade… ahhh, Tijuca Também”
(Johnathan Avelino Ramos – Torcedor)

“Canta, Tijuca, canta! Que a Cidade quer ouvir cantar…”
Quando cheguei à Unidos da Tijuca, em meados de 2002, eram esses versos que abriam a noite de samba na quadra. Não se sabe ao certo se esse samba era pra Unidos, pra Império ou, simplesmente, uma homenagem aos bambas de terras tijucanas. Mas era muito gostoso e embalava o rodopiar das baianas a cada sábado.
“És um gigante mas estás dormindo / E eu vim aqui para te despertar”
Não era à toa que o locutor dizia que ela era a simpatia do samba. Fui recebido de bracos abertos para aprender a tocar tamborim. Logo, já estava arriscando as primeiras batidas na Pura Cadência. Era um clima leve, alegre, de gente que era feliz com pouco. De fato, era um povo do samba adormecido, feliz com o que tinha, mas com um potencial incrível pra encantar a cidade. E encantou!
“Já não se ouvem mais aquelas batucadas / Que eram tradicionais nas madrugadas”
Hoje, somos grandes, conhecidos e respeitados. No fundo, a essência não muda. Mas bate saudade da simplicidade de outrora. Hoje, somos grandes, temos títulos e somos sempre aguardados com ansiedade. E, com certeza, apesar das inovações, é a nossa alegria e garra que contagia.
“O silêncio do teu canto me faz sofre / E há quem diga que eu não sou tijucano / Tijucano eu serei até morrer ”
(Vladimir Nascimento – Torcedor)

“Amante de samba e do maior espetáculo da terra, nascido e vivendo, por 30 anos, na terra do sertanejo. No início eu namorava todas. Até que uma delas, com 68 anos, em 1999 mostrou que se as coisas não vão bem, não significa que irá ser assim para sempre. Ainda mais para quem vem da Raiz do Samba e por isso com mais experiência que a maioria das outras escolas. Pronto, a Apoteose foi testemunha. Viu quem era o Dono da Terra e a dona daquele desfile antológico. Era só o surgimento das cinzas, de uma ave exuberante, altiva e majestosa, símbolo da beleza, renovação, ressurreição e prosperidade. E ser só uma entre as doze não condiz com tudo isso. E por isso, quando se ouviu “Paz, amor e esperança, uma voz anunciou. É chegada a NOVA ERA, abençoada pelo criador”, viu-se que não há regras. Pra quem é símbolo da renovação, a primeira escola a desfilar pode voltar no desfile das campeãs. E persistindo na renovação, apostando no diferente, ela ignorou às críticas (ou da repressão de novidades e ideias), passou a ser a escola esperada, a caixa de agradáveis surpresas.
Era um amor à distância. Quando, em 2010, veio a primeira oportunidade de ver ao vivo, diante dos meus olhos, o momento glorioso tão esperado aconteceu (que nó na garganta). Era uma mistura de suor e lágrimas. Minha voz era apenas uma entre dezenas de milhares a cantar: “SOU TIJUCA, VOU ALÉM…!”. E vai além… vamos além, convidando toda a realeza, mais rápido que velocidade da luz e misturando guitarra com pandeiro. Sempre renovando, com samba no pé nós vamos à luta. Por isso, metade do meu coração é Tijuca. A outra metade, não é segredo pra ninguém, Tijuca Também.”
(Drauton Danilo – Torcedor)

Tijuca, querida! Sou de Fortaleza/CE e sempre assistia os desfiles pela TV, sempre gostava das escolas ditas menores, sem saber que toda escola tem sua grandiosidade. Assim, vibrava por Cabuçu, Caprichosos, Viradouro (antes do título), Unidos da Ponte e uma Unidos da Tijuca! Mas, chegava na quarta ingrata de cinzas e essas escolas ficavam lá embaixo da tabela ou eram rebaixadas. Eu achava um absurdo… como assim? eu gostei tanto! Foi dessa forma que minha paixão pela Tijuca começou. Como não se emocionar com “O dono da Terra” ou com sua volta triunfal ao grupo especial com “Terras dos papagaios…”? Foi no ano de 2004 que a escola do Borel arrebentou meu coração… podem me chamar de “paulobarriano”, mas que desfile foi aquele?
Daí em diante, fui cada vez mais acompanhando e vibrando com essa escola. Nessa época, enquanto muitos estavam curtindo o “Recife Antigo”, eu continuava a frente da TV e vi a terceira escola de domingo de 2010 ser campeã, depois de mais de 70 anos, saí de Olinda com uma certeza, em 2011 vou ver ao vivo e desfilar na minha Unidos, na minha Tijuca! E assim faço todo ano, vou pro carnaval e desfilo na minha Tijuca, venho aos ensaios técnicos, vou a final de samba enredo, esse é o meu amor por essa Escola, com pessoas guerreiras, que mesmo com todas as adversidades, nunca desistiram. O dia vai chegar, chegou e ficou!
(Joaquim Sotero – Torcedor)

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