Acadêmicos do Cubango
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Veja a sinopse do Cubango

26 de maio de 2013
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Veja a sinopse do Cubango

Neste domingo (26),  a Acadêmicos do Cubango divulgou em sua quadra o enredo que irá conduzir a escola no próximo carnaval e aposta numa temática que já rendeu grandes sambas e carnavais para a agremiação. O enredo “Continente Negro – Uma Epopeia Africana” é uma grande viagem ao continente africano e, englobado nisso, uma linda homenagem à grandes carnavais de temática afro da história da escola. O presidente Olivier Luciano Vieira, o Pelé, mostrou-se entusiasmado com o enredo: “ O primeiro objetivo foi alcançado que é a pronta aceitação da nossa comunidade. O nosso povo, o nosso bairro, tem raízes africanas e gosta demais de enredos nessa linha. Agora é com nossos compositores e temos a plena certeza que daí sairá mais um grande samba”.

A primeira reunião com o carnavalesco Márcio Puluker com os compositores está marcada para o próximo dia 6, às 20 horas, na quadra da escola. Na ocasião o carnavalesco fará uma explanação mais aprofundada do enredo e tirará as primeiras dúvidas dos compositores. A ala é aberta e, sendo assim, compositores de outras agremiações estão aptos a participar da disputa.

 

Segue abaixo a sinopse do enredo:

 

G.R.E.S.ACADÊMICOS DO CUBANGO 2014 –  CONTINENTE NEGRO – UMA EPOPEIA AFRICANA

Nosso samba hoje ecoa na Avenida em retumbantes tambores africanos para revelar aos quatro ventos a cultura de nossos ancestrais, afinal cientistas já provaram que o primeiro homem surgiu na África.

Nas florestas e nas extensas savanas dessas terras, vamos fazer um safári de alegria, com animais selvagens dançando num contagiante ritmo sincopado em homenagem a todos os povos do berço da humanidade.

Um lugar de natureza exuberante e de contrastes sociais marcantes, onde o brilho dos diamantes que brotam do chão e a riqueza do ouro negro que jorra em abundância ainda são ofuscados pela fome que assola diversas regiões do continente.

Ainda que possua países bastante desenvolvidos, com economias em crescimento, como a África do Sul que até já sediou uma Copa do Mundo, a miséria de povos de outras regiões ainda são reais e bastante propagadas como um dos retratos negativos do continente.

São terras de clima ardente, cortadas pelos trópicos de Câncer e de Capricórnio, ainda habitadas por impressionantes clãs e tribos milenares, governadas por cortes reais tradicionais e dinastias estruturadas. Apesar da existência dessas sociedades primitivas, o continente continua passando por um processo de urbanização, tendo aumentado, nos últimos anos, o número de países com governos democráticos, que atraem cada vez mais a população rural para as cidades em desenvolvimento econômico.

Embora hoje outras religiões sobressaiam em alguns países do continente, a África ainda é a morada dos orixás, da mandinga e do candomblé, em que a magia do sagrado revela a alma mística, a força espiritual para suportar tantos reveses da vida.

Pelo mundo se espalhou a cultura forte de uma raça, que conseguiu preservar suas raízes até em terras distantes, nos cultos religiosos dos terreiros, na malemolência de suas animadas danças e na saborosa culinária extravagante.

Gente sofrida, que já foi cativa e explorada em tempos remotos servindo às vontades dos brancos europeus e que muito contribuiu na formação das atuais sociedades da América. Portugueses, ingleses e holandeses colonizaram as terras africanas, implantando aspectos de suas culturas, de suas línguas, que se misturaram às fortes tradições locais, formando a identidade desses povos.

Ainda que extinta a escravidão histórica dos negros e tenha sido expurgada a dor das senzalas, recentemente Nelson Mandela teve de lutar contra a vergonhosa segregação racial que teimava em persistir na África do Sul. Este grande líder tornou-se o símbolo mundial da liberdade e do combate ao preconceito da cor.

Hoje a diversidade de países africanos tão contrastantes dão as mãos e ganham adesões importantes mundo afora para limpar suas principais feridas históricas, combatendo a secular exploração humana e de seus recursos naturais e a implacável fome que ainda mata centenas de inocentes em várias regiões. As áreas mais desenvolvidas investem no ecoturismo e no esporte, produzindo renda e campeões.

A cultura africana está marcada no Carnaval brasileiro, nascido do batuque dos negros escravos como forma de resistência à subjugação dos brancos e também de preservação às suas raízes. Por isso, os enredos afros – que já foram tema de belíssimos desfiles na nossa e em outras escolas – sempre emocionam, pois possuem uma força impressionante, uma vez que resgatam a identidade e o axé de uma raça, reconhecendo seu devido valor.

É esse também o objetivo de nossa agremiação. Que rufem os tambores d’África na Avenida, pois a Acadêmicos do Cubango chegou para fincar suas raízes na Sapucaí!!! SARAVÁ!!!

 

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