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Vila quer renascer das cinzas

4 de fevereiro de 2015
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Vila quer renascer das cinzas

ANDERSON BALTAR

tavinhonovelloApós o carnaval de 2014, em que desfilou com fantasias e alegorias incompletas, a Vila Isabel procura, mais uma vez, renascer das cinzas. Conversamos com o diretor de Carnaval da azul e branca, Tavinho Novello, que nos revelou detalhes da preparação da escola para o desfile de domingo de carnaval.

 

A Vila Isabel vem depois de um carnaval muito complicado, com vários problemas com alegorias e fantasias. Qual o espírito da escola, já que ela agora conta com uma nova administração e muitas modificações?

O ano passado foi desastroso para a Vila Isabel. Contra fatos, não há argumentos. A Vila tem uma nova administração, uma equipe bem afinada, com o Décio cuidando da harmonia e o Flávio Mello dirigindo o barracão. A nossa forma de trabalhar é em cima de um planejamento. Em junho, nós preparamos o calendário da escola, com toda a programação até o dia do desfile. E o cronograma está sendo rigorosamente cumprido. A palavra de ordem é planejamento.  Desde o início de dezembro, por exemplo, todos os sapatos já estão prontos.  Metade das alas já estavam prontas no final de dezembro e agora todas estão finalizadas. Quanto às alegorias, o trabalho corre com ótimo ritmo, dentro do cronograma. O nosso objetivo é fechar o barracão faltando uma semana para o carnaval. Tivemos um ano muito difícil, já que fornecedores e empreiteiros não queriam trabalhar com a gente. Estamos arrumando a casa. Essa escola é muito grande. Vamos fazer um grande carnaval, mas no ano que vem, seremos ainda mais competitivos.

 

Qual é o objetivo da Vila Isabel?

Se eu disser que não quero ser campeão, estarei mentindo. Mas sei que a disputa está muito acirrada. Não vamos fazer demagogia. Sabemos que a Vila será olhada com binóculos. Posso te garantir que a Vila será uma das escolas mais aguardadas da avenida. Por isso, estamos ensaiando muito na quadra. Acreditamos no projeto e vamos fazer de tudo para conseguir colocar na avenida. Você pode ter certeza, a Vila não será coadjuvante no Carnaval 2015.

 

De onde surgiu a ideia do enredo?

É um enredo atual, sem patrocínio. São os 80 anos do maestro Isaac Karabtchevsky, mas não será um tema sobre sua vida e, sim, sobre a música clássica, sobre o balé. O enredo tem muita profundidade e gerou um ótimo samba,  valente, que está sendo muito cantado pela comunidade. Não há escola com a força do canto da Vila. Não vendemos fantasias. São 3.200 fantasias doadas em 32 alas – todas doadas. Nosso chão é muito forte. Sabemos que tivemos muitos problemas no ano passado, mas se esquecem de que tivemos sete quesitos que seguraram a escola no Grupo Especial. Não aguento mais ouvir falar que merecíamos cair. Pecamos em fantasia, conjunto e alegoria, mas fomos bem no resto. Sabemos que erramos e temos que prestar contas à nossa comunidade. Estamos recebendo 20 pessoas de cada ala para conhecer o barracão, para que eles vejam o trabalho. Quero que eles vejam que estamos fazendo a nossa parte e que eles entrem com garra. Como diz o samba, a dignidade está de volta.

 

A volta do Max é um resgate?

Agora entendo porque ele é o “Mago das Cores”. A paleta de cores dele é sensacional. Ele é uma pessoa muito fácil de se lidar. Eu não gosto de me meter no trabalho do artista, mas o Max aceita muito as sugestões. O clima é muito bom, um respeitando o trabalho do outro, dentro da sua alçada. Um ajudando o outro. Está muito gostoso.

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