Delírios em Foco
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Viradouro, hoje o amor está no ar

19 de janeiro de 2018
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Viradouro, hoje o amor está no ar

WIGDER FROTA

wigder-frotaHoje é dia da menina linda de Niterói, rainha do Big-Bang, escola onde todo menino é Rei, musa divina que arquitetou folias inesquecíveis do outro lado da Ponte. Hoje o amor está no ar, hoje é dia de Viradouro.

Tive a honra de participar do seu primeiro desfile na Sapucaí, em 1990, com o enredo “Só vale o escrito”, do Mago Max Lopes. Lembro de ver muitas pessoas curiosas pra saber qual era o “borogodó” da tal escola de Niterói, que não deixou dúvidas, surpreendeu, veio pra ficar, chegou e ganhou.

Por ela também tive o privilégio de desfilar no “carnaval dos ciganos”, emocionante, arrebatador, campeão. Ah, se não fosse aquele incêndio maldito!!!

São vinte e oito carnavais na Passarela do Samba, muitos inesquecíveis, marcados por Max, João 30, Mauro, Milton, Paulo e tantos outros grandes artistas. Tem o campeão “Trevas! Luz! A explosão do universo”, tem também Dercy, Tereza de Benguela, Orfeu Negro, Bibi Ferreira, Círio de Nazaré, “Arquitetando folias”, Alabê de Jerusalém, Menino Rei, dentre tantos enredos encantadores. Em 2018, escola promete brigar seriamente por sua volta ao Grupo Especial, com o enredo “Vira a cabeça pira o coração. Loucos gênios da criação”.

Viradouro tem uma torcida apaixonada, louca, única. Seus componentes sempre desfilam orgulhosos, independente da situação da escola, com honra e paixão incomparáveis. Não existe um trecho de samba que melhor defina o torcedor da Viradouro, como o refrão da obra prima de 1998, “Hoje o amor está no ar, vai conquistar seu coração, tristeza não tem fim, felicidade sim, sou Viradouro, sou paixão”.

VIVA A ESCOLA DA EMOÇÃO, VIVA A VIRADOURO!!!

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DECLARAÇÕES DE TORCEDORES

VIRADOURO E O MEU SEGREDO
“Poucos sabem que ela , sim, a Viradouro é a minha escola. Minha escola em todos os sentidos, nela me formei com o título de Carnavalesco com o Mago, nela trabalhei com um João que me deu a dimensão do que é Carnaval, nela pude reverenciar a Diva Bibi, nela me pus aos pés da Virgem de Nazaré e nela deixei o Sorriso tomar conta da avenida.
Sou Viradouro, vivi nela os melhores momentos e os piores. Vi nela a paixão de um “Gentil comandante”, o querido Jose Carlos Monassa, que tudo fez, e de coração, até o fim.
Trago comigo hoje uma Viradouro que me ensinou, me consagrou e me tornou membro desta família.
Viva a Viradouro…simples assim.”
(Mauro Quintaes – Consagrado carnavalesco, criador dos enredos da escola em 2003, 2004 e 2005)

“É muita história pra contar sobre essa setentona… É impossível não amar a escola que faz o samba correr na veia e incendeia. O vermelho e branco que em seus áureos tempos fez ecoar um canto de amor e emoção que na sua origem e evolução multiplicou glórias com a independência que exaltou o amor em seu tom maior num sonho de Ylê Ifé. Que partiu para o outro lado da Guanabara em busca de novos ventos e fez o chão tremer com um big-bang que nunca se viu, que cantou Dercy, Bibi, Tereza de Benguela, Anita Garibaldi, Nelson Rodrigues, Orfeu e tantas outras personalidades. Cantou um poema de amor à sua raiz, assumiu a negritude, pediu amor, tolerância, igualdade e voltou a ser criança. É a escola que nos leva a todos os extremos, todas as sensações: de arquitetar folias ao sorriso, do arrepio até virar o jogo. Avante Viradouro, você está aqui! Todo carnaval vem sacudir e agitar essa cidade inteira! Ela é toda tua! Você nos faz virar a cabeça e pirar o coração, porque é vermelho e branco essa minha loucura.”
(Carlos Fonseca – Torcedor, estudante de jornalismo e comentarista de carnaval da Rádio Show do Esporte, onde apresenta o programa “Carnaval Show”)

“Quando assistia ao carnaval, ficava viajando nos enredos apresentados e, era ali, criando histórias que sonhava em um dia participar do carnaval. O tempo passou, e consegui unir dois amores e um sonho, o carnaval, a Viradouro e a criação de um enredo.
Participar do processo de pesquisa, contextualização e texto do enredo na sua escola do coração e ser campeão com ele, não tem preço!
A Viradouro é meu sonho realizado, é quem produz continuamente, a magia do meu carnaval!”
(Anderclébio Macedo – Torcedor, membro do departamento cultural da escola desde 2010)

“Lembro de ter assistido o meu primeiro desfile da Viradouro em 1990 (“Só vale o escrito”), no grupo de acesso. Tinha 9 anos, e como todo Niteroiense bairrista, quando descobri que era uma escola de Niterói, não hesitei: “Quero torcer por esta escola”. E neste mesmo ano ela subiu para o especial. Assisti de casa a sua estreia no especial, muito feliz e emocionado. Dercy foi um desfile arrebatador, para uma escola estreante. De 1991 a 1996 fui nutrindo um amor virtual pela Viradouro, sem nunca ter pisado na sua quadra. Até que no pré-carnaval de 1997, em dezembro de 1996, um amigo (Nei) me chamou: “Vamos ver a Viradouro ensaiar na Amaral Peixoto?”. De pronto a minha resposta foi: “Claro! Isso é um sonho”. Agora com 15 anos e com um amigo mais velho de companhia, minha certamente mãe iria deixar. Quando a escola começou o ensaio, parecia que já nos conhecíamos há anos. Foi uma emoção tão grande que não conseguia descrever. Foi o dia perfeito para nos encontramos: uma escola mordida de um décimo terceiro lugar no carnaval de 1996, com um samba quente e comendo o asfalto da Amaral. Aquele carnaval costumo dizer que a escola estava literalmente com o “diabo no corpo”. Claro que voltei todos os domingos até o carnaval … e o desfile todos já sabem: “campeãaaaaa”. Neste carnaval fiz uma promessa para o meu amigo Nei: “ano que vem quero desfilar”. E assim cumpri a promessa. Comecei a estagiar em setembro de 1997 para ganhar 180 reais por mês. Como não conhecíamos ninguém na escola resolvemos procurar uma ala particular. Fomos à quadra e amamos a fantasia da ala “Renascer”, do Peçanha e da Roseli. O nome da fantasia era: “A Poesia de Orfeu”. Lindíssima!!!. Não preciso nem dizer que os três primeiros salários de estagiário já tinham destino certo rs. Chegamos na avenida lindos e orgulhosos. Foi arrepiante a minha estreia como componente. Chorei feito criança quando a escola começou o esquenta.
Bem .. esta relação com a minha Viradouro é bastante longa. Tenho tantas histórias felizes para relatar que daria para escrever um livro. E lá se vão 21 anos como desfilante: fui componente de ala particular por 2 anos, comunidade por 10 anos, comissão de frente por 4 anos, departamento cultural por 5 anos e há 6 anos atuo como coreógrafo de alas e carros.
Sofri demais com duas quedas da Viradouro, mas nunca perdi o amor e a esperança. Jamais abandonarei a minha escola, onde quer que ela esteja. É muito amor envolvido.
Obrigado Viradouro por fazer minha vida ainda mais feliz. Obrigado por me fazer chorar de emoção quando viro aquele “joelho” da Presidente Vargas com a Av. Marquês de Sapucaí. Nunca senti algo nem parecido ao desfilar em outra escola. Te amo demais !!!!!!!”
(André Lúcio de Oliveira – Torcedor, foi membro do departamento cultural por cinco anos, é também coreógrafo e bailarino da escola)

“Conheci a Viradouro ainda criança, em 1997, assistindo o desfile pela TV. Moro na Ilha do Governador e não tive nenhuma influência familiar, apenas me apaixonei. Desde então, esse amor só cresce a cada ano! É um amor marcado no coração e na pele!
Assisto a Viradouro na Sapucaí desde 2007 e desfilei pela primeira vez em 2017. Em 2018, estarei na Avenida novamente pela Viradouro, cantando, evoluindo, dando lágrimas e suor para contribuir com mais um belo desfile da minha amada escola!”
(Gui Anastácio Ferreira – Torcedor)

“A Viradouro para mim é uma paixão que transcende a cidade, já que eu fui criado no Rio de Janeiro. Ninguém entendia muito bem o porquê de um morador da Tijuca, tendo tantas opções de escola mais próximas, entregar o coração para a escola de Niterói. Só eu sei que foi, de fato, amor à primeira vista. Eu, aos sete anos de idade, assisti deslumbrado ao desfile de 1997 pela televisão. “Mãe, que escola é essa?”. “Viradouro”. Alucinado com o desfile, com o samba e com a bateria, pedi para os meus pais me levarem para ver os carros ao vivo.
Na dispersão, eu sabia nomear todos os carros, já tinha escolhido minha escola. Dois dias depois, tive a felicidade de ver o desfile que conquistou meu coração ser campeão do carnaval.
Desde então, dedico meu amor à Viradouro. Já desfilei como componente de carro e de ala, assistente de ala coreografada e, com muito orgulho, defendi a escola por três anos seguidos na comissão de frente. Ela é minha paixão maior de carnaval, e nenhuma escola vai me fazer chorar e cantar o que já chorei e cantei por ela na passarela. Avante Viradouro, rumo ao lugar de onde você não deveria ter saído!”
(Victor Nowosh – Torcedor, foi também componente de três comissões de frente da escola)

“Criada em outro bairro de Niterói, eu vim mesmo me apaixonar pela Viradouro fazem 3 anos. Vou aos ensaios da quadra, aos ensaios técnicos na Amaral Peixoto, feijoadas, e me sinto em casa. Na emocionante energia que contagia a passarela, me fiz Viradouro.
Deixei a tristeza de lado e fui ser muito feliz na nossa quadra do Barreto. Vestir essa camisa é privilégio para poucos que reconhecem o valor que esta escola representa.”
(Angel Coco – Torcedora)

“O amor pela Viradouro arrebata de carinho e emoção a cada Carnaval. Um amor que vem desde criança. Salve a vermelha e branca de Niterói.”
(Bruno de Oliveira – Torcedor)

“Comecei a gostar de Carnaval em 1997. Não assistia aos desfiles porque era criança e meu pai não deixava. Mas naquele ano, assisti o compacto na Globo e fiquei encantado com aquela escola, me tornei torcedor na hora. Nos anos seguintes, só alegrias. Sempre desfilando lindamente, sambas inesquecíveis, carros marcantes, como o abre alas do ano 2000, todo branco, lindo.
Confesso que o carnaval perdeu a graça para mim depois de 2010, quando a escola foi rebaixada. Em 2015, quando a escola subiu, realizei meu sonho e fui ver minha Viradouro na Sapucaí. Enfim, um dia quero desfilar pela escola amada.”
(Márcio Alexandro – Torcedor)

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