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Viradouro se destaca na 6a feira

6 de fevereiro de 2016
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Viradouro se destaca na 6a feira

FRED SOARES

A Unidos do Viradouro saiu da Sapucaí aclamada pelo público e crítica como a melhor escola do primeiro dia de desfiles da Série A. Trazendo o enredo “O Alabê de Jerusalém – a Saga de Ogundana”, de Max Lopes, a escola de Niterói fez uma apresentação segura e empolgante, colocando-se no rol das favoritas. Porto da Pedra e Renascer de Jacarepaguá, ambas com enredos de motivação infantil, também cativaram o público. Santa Cruz e Rocinha tiveram problemas de cronometragem e deverão perder um décimo na apuração. O Império da Tijuca apresentou um belo visual para contar a trajetória do ator Jose Wilker e a Alegria da Zona Sul fez o seu melhor desfile em muitos anos com sua homenagem ao orixá Ogum.

ACADÊMICOS DA ROCINHA

Rocinha - Foto Fernando Grilli - Riotur

Um enredo que se propunha jocoso,passou pela Avenida de forma quadrada e terminou de um jeito confuso. Assim pode ser resumido o resultado do desenvolvimento do tema da Academicos da Rocinha, em sua volta à Série A.

O samba, de qualidade discutível, não impulsionou o animo dos componentes. Por outro lado, teve uma excelente bateria – que se tornou o ponto alto da apresentação da escola.

No fim das contas, a Rocinha fez uma apresentação regular que, pelo menos, a permite brigar pela permanência na sexta ou no sábado de carnaval em 2017.

 

ALEGRIA DA ZONA SUL

Alegria da Zona Sul - Foto Alexandre Macieira - RioturA má sensação de ser a “bola da vez” fez a Alegria da Zona Sul acordar a fazer o seu mais forte desfile dos últimos anos.

O enredo sobre Ogun foi desenvolvido com correção, abordando os aspectos místicos do Orixa até o fim do desfile quando se mostrou a questão do sincretismo relacionado a Sao Jorge.

O samba talvez tenha sido o ponto falho. Afinal, embora de boa qualidade musical, não impulsionou os componentes a uma apresentação mais animada.

 

 

UNIDOS DO PORTO DA PEDRA

Unidos do Porto da Pedra - Foto Gabriel Santos - RioturA primeira surpresa – positiva – da noite foi a Unidos do Porto da Pedra. Depois de alguns anos de indigestão causada por um iogurte, a escola de São Gonçalo se reencontrou com um correto desfile em homenagem ao goncalense Carequinha.

A escola primou pela multidiversidade de cores, tão apropriada a um desfile que trataria da vida de um palhaço.

De forma biográfica, o enredo foi desenvolvido desde o nascimento do artista, passando pela sua imersão em meios como o radio, a TV e o cinema. Os programas infantis que tanta época marcou teve um tratamento à parte. O fim do desfile, de forma singela, mostra Carequinha fazendo uma grande festa no céu.

A bateria, muito bem conduzida por Mestre Celinho, foi outro ponto alto da apresentação e deu uma nova vida a um samba apenas mediano.

ACADÊMICOS DE SANTA CRUZ

Acadêmicos de Santa Cruz - Foto Alexandre Macieira - RioturUm tema sobre ecologia, já tão desgastado, não conseguiu encontrar novas soluções na apresentação da Academicos de Santa Cruz. O enredo foi tratado de forma absolutamente linear, sem mesmo encaminha-lo para uma cética política ou social.

A apresentação valeu por um cuidado maior que a escola mostrou em fantasias e alegorias na comparação com anos anteriores.

A escola, durante o desfile, se perdeu na evolução, começando muito lentamente é, depois, sendo obrigada a evoluir muito rapidamente. Resultado: a correria de nada valeu é a escola estourou um minuto do tempo limite de 55 minutos.

 

UNIDOS DO VIRADOURO

Unidos do Viradouro - Foto Raphael David - RioturDepois de um justo rebaixamento em 2015, a Unidos do Viradouro se reencontrou em altíssimo nível. Com um tema clássico – o Alabê de Jerusalém – e um samba da mais alta estirpe, a escola de Niteroi mostrou a força da sua tradição e saiu da Avenida com o carimbo de favorita.

O Enredo passeou com extrema clareza pelos lugares visitados pelo protagonista do enredo: África, Oriente Médio. As soluções de fantasias mesclaram riqueza e criatividade. O mesmo não se pôde dizer das alegorias, que mostraram falha de acabamento.

O samba, como se espera, foi o grande propulsor da emoção apresentada pelos componentes de ponta a ponta do desfile. Sem dúvida, entrou para a lista principal das grandes obras da Viradouro.

RENASCER DE JACAREPAGUÁ

Renascer de Jacarepaguá - Foto Raphael David - RioturDepois de alguns anos com belos sambas e desfiles questionáveis, a Renascer de Jacarepagua foi outra que se reencontrou nesta madrugada na Sapucaí. A soma de um enredo leve, desenvolvido com criatividade e embalado por um samba valente teve como consequência a melhor apresentação da escola desde que caiu do Grupo Especial.

O início do desfile tratou da origem religiosa dos Ibejis. Depois, a partir do segundo setor, o que se viu foi uma grande festa infantil. Tivemos brincadeiras, doces, fantasias e tudo mais que envolve o universo dos erês.

Destaque para o banho de criatividade do carnavalesco Jorge Caribe, que, no carro de Cosme e Damiao, obteve uma genial solução enfeitando a “saia” do carro com saquinhos de doces do dia dedicado ao santo.

IMPÉRIO DA TIJUCA

Império da Tijuca - Foto Gabriel Santos - Riotur

A repaginada Império da Tijuca ficou devendo. A escola, que nos últimos anos primou por excelentes desfiles, apresentou-se de forma apenas razoável no encerramento do primeiro dia de desfiles da Série A.

Uma justa homenagem ao ator Jose Wilker acabou se transformando numa amostra, em forma de fantasias, dos personagens vividos pelo artista no cinema, teatro e TV. Não houve o desenvolvimento de uma história e sim elementos dispostos, que até tinham relação com o homenageado, mas sem uma concatenação.

Para complicar, o samba que já era apontado como um dos mais frágeis do grupo confirmou essa expectativa. Os componentes até começaram empolgados, ao ritmo de uma acelerada bateria, mas depois foram se entregando ante à falta de energia da composição defendida pela agremiação do Morro da Formiga.

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